O PROJETO
O Era eu, era minha mana valoriza a memória e o protagonismo das mulheres capoeiristas do Vale do Capão. Estruturado em dois eixos — uma pesquisa histórica e um Encontro de dois dias — o projeto parte do Coletivo Angola das Matas e se ancora na capoeira angola como arte afro-brasileira de resistência e convivência.
Muitas dessas mulheres — pioneiras, nativas, atuantes antes da chegada de forasteiros — tiveram suas histórias invisibilizadas. O projeto reconstrói essas trajetórias e reconhece sua contribuição para a capoeira local.
História
Mapear e registrar a memória das mulheres que praticaram a capoeira no Capão entre os anos 1990 e 2000.
Interseccionalidade
Raça, gênero, sexualidade, classe e território como dimensões inseparáveis da experiência na capoeira.
Comunidade
A capoeira como força que costura laços entre gerações, origens e identidades do Vale do Capão.
Por que agora
O desenvolvimento do turismo na Chapada Diamantina transformou a dinâmica comunitária, gerando tensões identitárias entre nativos, migrantes e estrangeiros. Nesse cenário, queremos afirmar a capoeira como ponte entre culturas, gerações e modos de vida — ajudando a ressignificar pertencimento, memória e comunidade.
O Encontro
A segunda etapa reúne mulheres capoeiristas nativas, de outros municípios da Chapada e convidadas externas — entre elas a Mestra Brisa do Mar, referência nacional e internacional da liderança feminina na capoeira. O programa traz oficinas de capoeira angola, movimento e musicalidade para adultos, oficinas para crianças e rodas de abertura e finalização, todas ministradas por mulheres.
Todas as atividades são gratuitas, mediadas por mulheres e abertas à comunidade, a visitantes e a participantes de todos os gêneros.



A PESQUISA
Entre abril e setembro de 2026, ouvimos e registramos mulheres que praticaram a capoeira no Capão entre os anos 1990 e 2000 — reconstruindo trajetórias silenciadas na historiografia da capoeira. Conheça as protagonistas, a equipe e o material de consulta.
Ler a pesquisa →MINIDOCUMENTÁRIO
Estreia em 9 e 10 de outubro de 2026
PROGRAMAÇÃO
imagem do post de programação
GALERIA
As fotos dos dois dias serão reunidas aqui após o evento, em 9 e 10 de outubro de 2026.
O COLETIVO
O Coletivo Angola das Matas desenvolve a capoeira angola no Vale do Capão desde 2020, reunindo diversidade de raça, origem, geração, gênero e orientação sexual — e é formado majoritariamente por mulheres. Oferece aulas regulares e gratuitas, preservando os fundamentos tradicionais da capoeira angola e promovendo a inclusão de todes.
REALIZAÇÃO E APOIO
