Era eu, era minha mana

Era eu,
era minha mana

Memória e Interseccionalidade da Capoeira no Vale do Capão

9 e 10 de outubro de 2026 · Vale do Capão

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O PROJETO

Uma pesquisa, um documentário e um encontro

O Era eu, era minha mana valoriza a memória e o protagonismo das mulheres capoeiristas do Vale do Capão. Estruturado em dois eixos — uma pesquisa histórica e um Encontro de dois dias — o projeto parte do Coletivo Angola das Matas e se ancora na capoeira angola como arte afro-brasileira de resistência e convivência.

Muitas dessas mulheres — pioneiras, nativas, atuantes antes da chegada de forasteiros — tiveram suas histórias invisibilizadas. O projeto reconstrói essas trajetórias e reconhece sua contribuição para a capoeira local.

História

Mapear e registrar a memória das mulheres que praticaram a capoeira no Capão entre os anos 1990 e 2000.

Interseccionalidade

Raça, gênero, sexualidade, classe e território como dimensões inseparáveis da experiência na capoeira.

Comunidade

A capoeira como força que costura laços entre gerações, origens e identidades do Vale do Capão.

Por que agora

O desenvolvimento do turismo na Chapada Diamantina transformou a dinâmica comunitária, gerando tensões identitárias entre nativos, migrantes e estrangeiros. Nesse cenário, queremos afirmar a capoeira como ponte entre culturas, gerações e modos de vida — ajudando a ressignificar pertencimento, memória e comunidade.

O Encontro

A segunda etapa reúne mulheres capoeiristas nativas, de outros municípios da Chapada e convidadas externas — entre elas a Mestra Brisa do Mar, referência nacional e internacional da liderança feminina na capoeira. O programa traz oficinas de capoeira angola, movimento e musicalidade para adultos, oficinas para crianças e rodas de abertura e finalização, todas ministradas por mulheres.

Todas as atividades são gratuitas, mediadas por mulheres e abertas à comunidade, a visitantes e a participantes de todos os gêneros.

Foto de época de uma rua do Vale do Capão, com um arco-íris sobre as casas e a serra ao fundoFoto de época de uma rua do Vale do Capão, com casas coloridas e a serra ao fundoFoto de época de uma casa de taipa com telhado de sapê no Vale do Capão

A PESQUISA

A capoeira do Capão contada pelas mulheres

Entre abril e setembro de 2026, ouvimos e registramos mulheres que praticaram a capoeira no Capão entre os anos 1990 e 2000 — reconstruindo trajetórias silenciadas na historiografia da capoeira. Conheça as protagonistas, a equipe e o material de consulta.

Ler a pesquisa

MINIDOCUMENTÁRIO

A capoeira de antigamente, por elas

Prévia do minidocumentário Era eu, era minha mana

Estreia em 9 e 10 de outubro de 2026

PROGRAMAÇÃO

Dois dias de rodas e oficinas

imagem do post de programação

GALERIA

Os registros do encontro

As fotos dos dois dias serão reunidas aqui após o evento, em 9 e 10 de outubro de 2026.

Ver a galeria

O COLETIVO

Angola das Matas

O Coletivo Angola das Matas desenvolve a capoeira angola no Vale do Capão desde 2020, reunindo diversidade de raça, origem, geração, gênero e orientação sexual — e é formado majoritariamente por mulheres. Oferece aulas regulares e gratuitas, preservando os fundamentos tradicionais da capoeira angola e promovendo a inclusão de todes.

REALIZAÇÃO E APOIO

Apoio financeiro: Governo do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura. Realização: Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura